É Círio outra vez…

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Se jogar “Círio de Nazaré” no Google imagens dá para ter uma ideia, rapidamente, da quantidade de pessoas que formam esta festa.  Esta semana a cidade começou a transbordar de gente. Meu hobby é reparar nas placas de carro e colecionar cidades que vejo por aí. O engarrafamento está de matar, mesmo após as 23h de um dia de semana… são promesseiros, parentes, turistas e todo o tipo de gente chegando. Mas a euforia é maior do que qualquer trânsito e já dá pra sentir forte a energia da galera. 

Os anúncios começam a mudar na TV, fica tudo regionalizado, cheio de miriti e com a trilha sonora da santinha… nos jornais, matérias sobre todos os ícones e falando das mesmas coisas de todos os anos:  parquinho do ITA montado, chegada da corda, cruz vermelha, chegada dos romeiros, decoração da berlinda, preço do pato, da maniçoba… na geladeira a listinha do que vai ser providenciado para o almoço tradicional… no celular começam a chegar os recadinhos de “Feliz Círio”… os ambulantes na rua começam a circular cheios de blusas e fitinhas… a imagem peregrina passeia feliz por aí dando início ao processo… e tudo fica voltado para a nossa grande festa paraense, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré. 

Minha mãe já me deu minha blusinha nova. É tradição ter a blusa nova do Círio, de preferência com a imagem de manto novo. O cartaz da santinha já está pregado em frente a maioria das casas, inclusive da nossa. No som do carro, já tocam as trilhas sonoras da festa, pra ir sentindo o arrepio desde já. E é aí que bate a lembrança… assim como na maioria das datas festivas, os dias de Círio trazem recordações de pessoas que passaram nas nossas vidas… minha avó era devota fervorosa e adorava todas as tradições. Desde cedo ela colocava as músicas da festa, impossível não pensar na vovó quando o assunto é Círio. Mesmo criança eu entendia que aquilo ela muito importante pra ela, aquele momento de fé. Eu ganhava de presente um roc-roc ou o brinquedo que eu quisesse de miriti e minha avó era o elo da família, depois que morreu, tudo evaporou. Depois perdemos mais um membro tradicional dos almoços do Círio, tia Ely. Este será o primeiro ano sem ela e assim o Círio vai ficando cada vez mais bucólico de pessoas que passaram e deixaram saudade. 

Estou feliz porque vou viver meu 30º Círio. Eufórica com a cidade em chamas! Mas cheia de saudade… saudade principalmente de viver o Círio enquanto eu era criança.

Publicado em 10/10/2013, em Eventos. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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