Vamos falar de bosta

Bosta é um assunto que poucos ousam comentar. É algo que demanda coragem e iniciativa. Não é comum encontrar pessoas discutindo assuntos relacionados ao cocô. Ninguém chega nos lugares e diz “Bom dia, e aí, como é vai sua merda?” ou “Fala doido, tem cagado muito?” ou “E esse cú borrocudo aí heim, só no toletão?!”. Não acontece. Não é o tipo do assunto que usam numa cantada “Ai, como sua merda é liiiinda benhê”, nunca ouvi.  Não é tema de sinfonia, nem de filme, nem é assunto que caia no vestibular pra fazer uma redação. Eu não conheço um http://www.meucocoduro.com, nem uma publicação literária sobre o Impacto da Merda na Sociedade Globalizada.

E por que niguém fala nisso? Por que não fazem uma trilogia sobre  isso? Uma análise profunda sobre os costumes, os rituais, os comportamentos, os segredos que ninguém revela. Eu consigo até escutar o narrador do Discovery Channel falando grosso: “Não perca, todas as quartas de julho: A BOSTA. Um documentário exclusivo Discovery Channel sobre o estudo do bolo fecal. Técnicas da limpadinha, os segredos cromáticos da merda, a eficácia do chuveirinho, o segredo do milho… e mais, depoimentos dos famosos sobre os rituais de um cagaço”.

Mas não, ninguém fala nisso.  É feio, é proibido, é tolido. Este não é o depoimento de uma cropóloga ou escatóloga, também não sou do tipo que associa merda a sexo, isso é coisa de gente doida alternativa. Falo da bosta não como algo palpável ou comestível, mas como fonte de estudo atuando como símbolo representativo num determinado contexto social, ou até mesmo, demográfico. A bosta de um japa que vive de sushi e peixe cru, apresenta particularidades bem diferentes da de um mexicano viciado em nachos e tacos. Também não quero estudos de nutricionistas, mas… bem que seria bom citar alguns detalhes num quadro “Dicas de Merda” , no mesmo documentário da Discovery. . . poderia ter uma animação 3D para crianças pelo meio:  Os SuperBostinhas e batalha contra o Sr. Repolho Peidão em Intestinolândia… ou um quadro de fofoca dos famosos… “A merda das estrelas”, imagina só Justin Bieber se espremendo, Bono Vox e a Caganeira, um dia na vida de Lady Caga.

A merda é simbolismo da igualdade social, econômica e demográfica. Não importa a latrina, o pinico, a privada, se é colostomia, se tem hemorróida, se é diarréia ou cocô duro, se é em terra, em água, na areia. Quando cagamos, no fim das contas, somos todos iguais. O ato de sair a merda é o mesmo pra todos nós.

Gostaria de parabenizar alguns poucos (e geralmente humoristas) que já prestaram honras ao cocô, tipo Juca Chaves com a canção Cagar é bom e outros que não me lembro agora porque não é fácil ficar lembrando dessas merdas.

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Publicado em 15/06/2011, em Tosquices. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Cara, você é demais. hahahahhahahah

  2. Pesquisei no google “vamos falar de merda”, e caí aqui…

    É de se pensar: já conseguimos colocar humanos na Lua, mas todo mundo continua cagando fedido como há centenas de milênios atrás.

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