Amigos x “Amigos”

Foi só dar um tempo na bebida e no cigarro para eu conseguir definir os amigos e os “amigos”.
É bem fácil identificar quem é quem, vale para você fumante ativo, bêbado compulsivo e farrista incansável que decidiu mudar de vida (sem ter entrado p/ Universal). Vale como dica para quem quiser testar e aprovar, ou melhor, testar e reprovar.
a) O primeiro passo é dar um tempo na mardita: O verdadeiro amigo é aquele que se o porre não importa, ele nãoprioriza mais o buteco e te leva p/  qualquer canto, vale um bom papo, ou um boliche, fliperama, pizzaria, puteiro, etc… O  outro “amigo” vai forçar a barra até que role, ao menos, um golinho naquele barzinho da esquina. O verdadeiro amigo quando precisa de um porre te leva pro bar mas respeita tua decisão, te compra Coca-Light + batata-frita e ainda te paga 1 Trident p/ não bater o bafo enquanto ele se afoga no álcool. Parando de beber você passa a classificar os lugares que frequenta e as turmas que anda. O objetivo aí não é somente se divertir ficando em alfa, mas, se divertir lúcido e consciente do que está fazendo. É o teste 1 baseado na reflexão: me acham tão legal por aí porre como quando lúcido?
b) O segundo passo é sair da chaminé: Se o elo era fumar um cigarrinho enquanto batiam maior papo agora será o momento de perceber se maior era o papo ou maior era a cuíra do tabaco. Quem pára de fumar quer deixar de ser fumante, óbvio, não? O detalhe é que isto também vale para “fumante passivo”. Pois é, o verdadeiro amigo fumante, vai acender pra lá… e depois volta… pra terminar o papo… o outro “amigo” acende do teu lado e pergunta “tá incomodando” enquanto sopra tudo na tua lata… ou… pior… diz que tá doido pra fumar, mas não vai fazer isso em consideração à pessoa que parou e tudo… quer ser legal… provocando remorso e culpa no pobre desgraçado que conseguiu 1 semana sem a porra da nicotina. É o teste 2 baseado na reflexão: existe papo sem cigarro?
c) O terceiro passo é substituir as farras: Veja bem, eu disse “SUBSTITUIR” e não, deixá-las. Os conceitos mudam, os comportamentos, bem como, claro, as farras… se você deixou de beber e de fumar que graça tem se entocar num buteco noite adentro com uma galera que só é movida à álcool? As companhias mudam, daí o crivo precisa passar por toda aquela thurma, dali só sobrarão pouquíssimos, os bons-de-papo e os piadistas que não precisam de combustível p/ funcionar bem… destes talvez um venha a ser um verdadeiro amigo… daí o conceito de diversão se torna beeem mais amplo e aí a busca ser torna muito mais interessante (inclusive, economicamente), ou seja, sair e comprar uma mísera garrafa de qualquer coisa e forçar uma bebedeira numa noite sem clima nenhum na expectativa de buscar alguma diversão se torna: INSOSO! É, sem-graça total, e… até certo ponto… ridículo… porque sinceramente? Sempre achei isso substimar a capacidade do acaso… e quando isso acontece… qualquer resultado é totalmente ARTIFICIAL.  É o teste 3 baseado na reflexão: consigo me divertir sem álcool?
Em quase 8 anos de fumante, o cigarro mais gostoso foi um único Hollywood Mentolado (que tosco) que comprei avulso no camelô de um bar, acompanhado por um copinho mísero de cervejinha gelada… a mais gostosa que já tomei. Tudo isso porque a noite foi efeito do acaso e por um impulso fomos parar ali, num domingo comum, p/ que eu atribuísse (se é que isso pode ser feito) o verdadeiro valor aos adornos da alegria (leia-se: tudo de ruim que dá uma felicidade da porra! – calma, eu não cheiro nem me injeto). Nesta noite vi que sou livre para começar e parar o que eu quiser sem que seja necessário me agredir físico e psicologicamente. Sim, neste dia percebi que pra eu curtir um cigarro eu não preciso fumar uma carteira inteira… que pra eu me sentir alegre eu não preciso de 1/2 grade de Skol… percebi que eu não precisava voltar pra casa 3:00h da manhã, atrapalhando assim meu dia na Segunda-feira, mas que 22:00h eu já estava em casa, tinha curtido, ri muito, dancei, pulei… tudo de uma forma SAUDÁVEL. Daí vem à tona uma coisa que sempre me disseram… o problema maior é o “Exagero”… sou obrigada a concordar… e digo mais, é ele quem deixa tudo com o ar artificial…
“Artificial” seria a palavra ideal para este post. São coisas deste tipo que venho tentando tirar da minha vida. Vícios, coisas, atitudes… pessoas. Decidi valorizar o que realmente importa: Família, amigos, amor, emprego e o lado intelectual (se é que existe). Em poucas linhas seria: – Prefiro ver estas comédias e me acabar de rir em casa com a mamãe, só no sorvete, do que rodar a cidade inteira com um salto apertando no pé em busca do “lugar legal”.
Chega de superficial e artificial, só faço agora o que faz feliz aqueles que me amam. Cansei de falsidades, interesses, oportunismos, mentiras, superficialidades, ambições desenfreadas… O resto pra mim agora é resto e para que um dia sejam alguma coisa precisam mudar muito… precisam, ao menos, reconhecer que precisam mudar, já é um passo.
Descobri que a minha maior felicidade é fazer feliz quem me ama. O mais difícil foi descobrir e querer ver quem realmente me amava… a partir daí é que eu consegui ver melhor os Amigos e os “Amigos”. Os testados e aprovados estão garantidos no meu coração por toda a eternidade. Os outros… são só… outros, serão só estranhos p/ mim. E se meu conceito de amor é diferente dos demais… paciência né… ninguém é perfeito, ou é?

Publicado em 11/09/2007, em Comportamento. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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