Meu mundo e nada mais.

 

Para mim não tem coisa melhor do que chegar de um dia cansativo e me jogar na cama para descansar e relembrar de tudo ocorrido. Eu acho que não seria nada sem meu mundinho, sem minha privacidade, meu recanto de sossego e liberdade.

Meu quarto é uma extensão quase que total de mim. Minhas coisinhas, meus bichinhos, minha decoração, meu travesseiro, meu paninho. Minha vida totalmente materializada em cada espacinho do cômodo que mais permaneço da casa. Minha escrivaninha, meu guarda-roupa, meu sozinho, minha TV, minha vida está ali, totalmente compacta num pedacinho de paraíso.

Lembro que até meus 7 anos eu domia no mesmo quarto que minha mãe. Quando nos mudamos e eu tinha meu próprio quarto fiquei fascinada pela liberdade que adquiri (ninguém tá falando de imoralidades, viu? – rs). Poster, fotografia, mural, pinturas, arrumações, decorações… tudo é sempre mudado numa luta que travo com a monotia dentro de uma não-exaustiva rotina… hum… paradoxal (novidade).

Procurar me aproximar ao máximo da harmonia é meu lema, mesmo que com nula experiência em Feng Shui, tenho conseguido bons resultados, meu quarto tem toda a expressão de personalidade que eu poderia aplicar, da miniatura de Biscuit… passando por quaisquer elemento componente… até as paredes texturizadas amarelo-canário. 

Lembro que no Natal de 2002 ganhei de uma amiga um smile de pelúcia, aquela bolotinha amarela e animada enfeitou minha caminha por muito tempo. Recentemente foi substituido por um solzinho de pélucia muito lindo que ganhei de uma outra amiga, mas o smile tá por lá, juntinho dos outros 298378346 bichinhos espalhados. A novidade mais recente é a Hello Kitty gigante que ganhei, que arzinho gay que deu pro quarto! Linda.

Organização e limpeza ajudam na prosperidade, tenho certeza. Só consigo me sentir bem num ambiente limpo e arrumado. Posso até relaxar e deixar a preguiça me dominar durante algum tempo, mas quando me dou conta da bagunça estabelecida, me inspiro e saio arrumando tudo, sem sentir que é serviço doméstico. Pelo contrário, sentindo que é parte de mim que estou cuidando. Organizar meus CD’s por gêneros, arrumar meus livros, minhas gavetas, minhas miniaturas, cartinhas, porta-jóias, meus trecos em geral é mais do que uma obrigação, é hobby, diversão, distração, quase um vício. Acho que tem a ver com a minha criação, ser educada por uma virginiana não é fácil, é certeza de ordem e detalhismo.

Sabe, às vezes estou em festas, bares, farras… e nem é ali que quero estar… daí lembro logo daquela canção que me embalou noites e noites na caminha fria… "Eu queria tanto estar, no escuro do meu quarto… à meia noite, à meia luz… sonhando, daria tudo por, meu mundo e nada mais…" (Meu mundo e nada mais – Guilherme Arantes). Quero ter o mesmo espacinho um dia, enquanto estiver sendo embalada por uma outra canção que vem dominando meu coração "Eu queria ter na vida simplesmente… um lugar de mato verde, pra plantar e pra colher… ter uma casinha branca de varanda, um quintal e uma janela, só pra ver o sol nascer…" (Casinha Branca – Gilson), mas isso é assunto pra um outro post…

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Publicado em 19/02/2006, em Comportamento. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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