A lição de Aladdin

00:00h em ponto num desses domingos chatos em que o melhor de tudo é ficar jogada de camisola e calcinha velha, comendo porcarias, coçando a bunda e com uma pinça e um espelhinho na mão tirando, em parcelas, os pentelhos da sobrancelha em cada canto da casa. Eu olho pro meu irmão:

– Ei Davi, já sei… põe lá o DVD do Aladdin!!!
– Nããão… primeiro monte o teba-tabeça, sua idiota.
– Tá bom, eu monto se você colocar o filme…
– Ahhhh… tá bom…

E lá estávamos nós assistindo pela 982373467465874657454678º vez, cantando e falando os diálogos, tudo decorado. (mamãe, Davi e eu).

– Bora Davi, dormir… amanhã tem aula.

Sozinha na sala, eu me joguei no sofá e fiquei deliciando todos os frames do meu filme preferido. Eu assisti mais de 10x no cinema, tinha a VHS, perdi as contas de quantas vezes rebobinei a coitada. E agora, o DVD, um dos poucos originais que fiz questão de comprar. “Um mundo ideaaaalll, um mundo que eu nunca vi…”. Lá estavam Aladdin e Jasmine no tapete, num vôo romântico. “Snif, não acredito, tô chorando pela 982373467465874657454678º vez!”

Todas as vezes que assito eu tiro algo novo pra minha vida. É a lição do filme. Ontem me prendi à canção Um salto à frente (One Jump Ahead):

“Ladrão, la lau, eu não sou mau. Pois eu na realidade
Não sou só o pobre Aladdin. Hão de ver que há bem mais em mim”

E a mensagem: Seja você mesmo!

É, Aladdin se passou por Príncipe Alí um bom pedaço do filme, mas no fim das contas quem conquistou a princesa Jasmine foi o humilde e heroíco Aladdin. É assim, como diz Roupa Nova “tudo bem simples, tudo natural”… é só ser você mesmo.

Eu não acredito que tenhamos que mudar nossas atitudes, nossos comportamentos em prol de algo, de alguém ou de alguma coisa. Lógico, “adaptação”, sim, isso sim. No trabalho, num evento social, ocasiões onde o importante é seguir a linha. Mas na vida pessoal, relacionamentos em geral… o mais importante é ser você mesma!

Houve um tempo em que eu tentei ser uma pessoa que eu não era. Pra agradar, ser simpática, fazer o outro feliz. Era tolida por palavras duras que me faziam encolher e mudar de postura. Não era eu, mas uma Daniella moldada.  Isso é muito chato, mais chato do que ficar tentando engatar a pinça num pentelho encravado e ainda – movido pela preguiça de levantar até o espelhão – segurar com o pé a porra do espelhinho.

Anúncios

Publicado em 12/09/2005, em Cinema & TV. Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Kkkkkkkkkk… poxa… com minha rica imaginação, vislmbrei o segurar do espelho com o pé… hahaha… custa ir ao espelho grande? Quando tu fores velha, tuas vértebras não permitirão tais dispautérios… rsrs… Imagina… Vixi, to com sono… !! Sequelas da noite passada…. ! Blá blá blá… já sabe, né??? bjocas!

  2. OBS> Pentelhos da sobrancelha é ótimo… e o coçar do bumbum tb! … Detalhe: a calcinha tem q ser velha mesmo, de elástico morto??? Sério?????? kkkkkk

  3. "O essencial fica, o resto a gente adapta…" era o meu antigo perfil no Orkut. =P E eu NUNCA vi Aladdin. o.õ 😄

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: