Chaninha Crum Crum

Ela já está uma senhora. Apareceu em casa quando eu tinha 6 anos de idade. Miado agudo, pêlo molhado, bigode torto. Foi numa tarde chuvosa e fria que o acaso nos trouxe o melhor presente que poderíamos ganhar: Chaninha Crum Crum. Morou quase 2 meses escondida em casa, o vovô nem poderia sonhar! Papai, mamãe e eu, cúmplices até o fim. Daí, descobriu-se. Gritaria, miados, choro, chantagens emocionais… “Ta bom, ela pode ficar”.

Virou mamãe depois de algum tempo, parto complicado. 4 gatinhos, um morto, o1º (pretinho), que atrapalhava a passagem dos restantes. Corre pro veterinário! “Deite-se aqui Dona Chaninha… hum… vejamos…”. Horas de aflição e o resultado: Um rajado (Batatinha), uma cinzenta (Miau) e um loirão (Huguinho). “Vamos ter que operá-la, sofreu muito, não aguentará outro parto”.

A Miau, sempre rueira, foi a primeira a desaparecer. Desconfia-se de uma fuga amorosa com o gato branco do vizinho. O Batatinha, sempre revoltado, todo independente foi o 2º a sair de casa. Não gostava muito de carinho e tinha muitas namoradas. O Huguinho era fofo demais. Nunca pensou em sair de casa. Todo bobão, era um Quico na vida. Mimado, adorava fazer tolices. Bebia água de lugares estranhos, ficava sempre com manchinha de terra no focinho, dormia nos lugares mais impróprios… mas era o melhor caçador de grilo do mundo. Foi presenteado quando precisamos nos mudar para apartamento.

Essa mudança… foi nessa mudança que percebemos o quando a Chaninha era tudo pra gente e éramos tudo pra ela. Após a operação ficou caseira e comportada, mas acredita que ela seguiu o caminhão de mudança léguas de distância? “Ta bom, vamos leva-la” – disse o vovô pra minha alegria

“Ei, dani mas que foto é aquela com cachorrinho no Orkut?” Ah, aquele é o cachorrinho do Abrão, meu melhor amigo. Cachorrinhos pra mim têm seu encanto sim, são adoráveis, mas gatinhos sempre foram minha preferência. Independentes, autoconfiantes, serenos, cheirosos, macios, adoro! E a Chaninha é mais do que uma gatinha, é membro oficial da família. Educada, amiga, caseira, carinhosa, comilona, sempre disposta a brincar com bolinhas de papel, mesmo na 3ª idade. Ela é linda, é tudo, é demais, minha gatinha do coração!

Publicado em 27/04/2005, em Amor. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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