O Paralelo entre o Amor & Cocô

Uma coisa é suficiente para estragar a vida de qualquer pessoa: o amor. O amor é uma merda, resumidamente conceituando . Sabe, daquelas que a gente limpa, limpa, até lava, mas tá sempre lá impregnando, quando a gente pensa que limpou tudo direito e tá tudo bonito, lá vem outra vez dias depois. Isso é horrível.

O cocô… é só parar para pensar, de que, afinal, se trata o cocô ? Bem, restos de comidas digeridos… triturados por aquelas coisas que estão dentro de todos nós cujo o conjunto delas formam o sistema digestivo, no cocô saem as coisas ruins, que o corpo não aproveita, aquilo que não foi saudável para a nossa constituição humana. Ele é muito necessário então, uma vez que é impossível conviver com aquelas coisas que não nos agradam, ou não nos fazem bem.  O amor é muito  parecido com o cocô. É… o amor, que nada mais é do que um ciclo necessário e involuntária na vida de qualquer indivíduo . Toda vez que fazemos cocô é como se estivéssemos numa situação amorosa com alguém, onde o resultado sempre é uma merda, daquelas poderosas, auxiliadas inclusive, por recursos aquáticos externos (baldes, etc).

Acompanhe o esquema: Há a visualização ( momento de percepção do alimento),  conquista (momento em que se adquire o alimento), o beijo ( degustação do alimento pela língua), a transa (mastigação do alimento, estrago total) e o desapontamento (cocô). Os momentos felizes do amor, quando existem, nada mais são do que as sensações saciadas que o estômago emite prazerosamente para o cérebro.

Cada cagada é um amor que se foi ou uma decepção que ocorreu, estragando parte dele. O momento em que o estômago reúne alimento necessário para jogar fora, é semelhante ao momento em que está-se com alguém e aquela carga de energia negativa é acumulada no “sub” ou até mesmo no consciente do indivíduo, isto se o sentimento não o atingir subliminarmente tornando-o míope e vegetativo, é o que ocorre com aqueles bobocas que se deixam levar por um “amar cegamente”, esses nunca cagam na vida, pois não sabem comer e vivem com uma indigestão encubada.

Eu , num desabafo simplório e sincero, estou cansada de cagar. Todas as merdas da vivência têm me deixado muito irritada, tenho andado com uma digestão apurada, minha flora intestinal nunca trabalhou tão bem e as cagadas vêm em curto espaço de tempo, desgastando tudo de bom que tenho. Eu limpo, limpo, mas sempre tem mais o que limpar. Mais defeitos, decepções, reclamações, brigas, intrigas, ironias, desrespeitos, humilhações, ofensas… tudo isso se mistura num coquetel de desapontamentos, cansei, começo a achar que o melhor é parar de comer .

Acabei de descobrir  que o amor está  mais ligado ao intestino do que ao coração, interessante.

Publicado em 25/02/2005, em Amor. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Linda, saiba que concordo com vc em gênero, número e grau. Amor é sempre cocô..e vou mais longe (será que isso é possível dado o assunto..), a arte do "relacionamento-amor-cocô" está em saber quando s deve usar laxante ou um belo IMOSEC!…Bjssssss.

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